02 / PROJETOS SELECIONADOS

Histórias de engenharia,
não só nomes de projetos.

Três sistemas que mostram como saio de uma limitação real para um resultado confiável e observável.

COLEÇÃO EM DESTAQUE

Operação de cloud: lições que se conectam

CDN, monitoramento, virtualização e AWS. Quatro histórias sobre fazer os sistemas funcionarem melhor.

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CASO 02

FULL-STACK · VISUALIZAÇÃO DE DADOS · UX MÓVEL

63sessões acompanhadas

Criei o Kraftwerk para registrar exercícios, cargas e repetições de cada série. O app combina o diário de treino com histórico e análise da evolução.

Desafio

Reunir dados dispersos de sessões, volume e atividade num histórico confiável, sem tornar o registro demorado.

Abordagem

Usar registros validados, imports, planos adaptáveis e gráficos com períodos diários, semanais e mensais.

Resultado

Uma visão de treino pensada para o celular, com sessões salvas, evolução do volume, passos e tendências de longo prazo.

Leia o estudo de caso

O app que programei. Escolha o exercício e registre a data, as cargas e as repetições de cada série no app. As sessões salvas alimentam o histórico, os cálculos de volume e os gráficos. A página pública do Kraftwerk apresenta esse histórico somente para leitura. Leia como o Kraftwerk começou →

Dados com contexto. Métricas por sessão, volume total, passos e controles de período ajudam a entender cada treino dentro das tendências semanais e mensais.

Feito para evoluir. Imports de CSV e de saúde mantêm o histórico portátil. A apresentação pode ganhar métricas novas sem reescrever os registros originais.

KRAFTWERK / DIÁRIO DO PROJETO

Do papel à evolução.

Quatro etapas da história de um app criado para o meu treino.

Minhas anotações originais de flexões.
Minhas anotações originais de flexões.
Etapa 1 / 4
Tudo começou num caderno.

Não encontrava o app certo. Passei a anotar datas e repetições à mão. Esta é a página original de flexões.

  • Interface responsiva
  • APIs validadas
  • Importação CSV
  • Dados de saúde
  • Gráficos interativos
CASO 03

OBSERVABILIDADE · OPERAÇÃO · AUTOMAÇÃO

24/7equipe de resposta de plantão

Quando entrei, em 2000, havia alguns servidores e scripts de análise de logs. Era o ponto de partida, não um monitoramento capaz de acompanhar a complexidade crescente.

Desafio

Trocar a análise reativa por monitoramento que crescesse com a infraestrutura e identificasse problemas antes dos usuários.

Abordagem

Começar com Nagios e Zabbix, adotar verificações de serviço e notificações e guardar métricas para analisar tendências.

Resultado

Uma prática de monitoramento em evolução, depois ampliada com Grafana e Checkmk, unindo alerta antecipado e visibilidade operacional de longo prazo.

Leia o estudo de caso

Uma estrutura pequena com um ponto cego crescente. No começo, havia poucos servidores e scripts lendo logs. Conforme a plataforma cresceu, a abordagem não acompanhou nem o volume nem a complexidade. E, acima de tudo, era reativa: contava o que já tinha acontecido.

Chefe e cliente não são ferramentas de monitoramento. Por que só perceber um problema depois que ele acontece? Se um gestor ou cliente é o primeiro a avisar da queda, a operação já está atrasada. Além do incidente, isso compromete a confiança na equipe, dentro e fora da organização.

O clássico: um certificado TLS prestes a vencer. Em 2000, a automação de renovação conhecida hoje não existia da mesma forma. O Let’s Encrypt só chegou em 2015. Precisávamos acompanhar a validade antes de descobrir o problema numa conexão quebrada. Requisitos e emissores variam; mesmo a renovação automática precisa ser monitorada.

Detectar, avisar e guardar evidências. As primeiras escolhas foram Nagios e Zabbix. Precisávamos detectar problemas e avisar alguém que pudesse agir, especialmente a equipe de plantão 24/7. Na época, o orçamento ainda não permitia uma arquitetura de alta disponibilidade. Detecção confiável e resposta rápida eram essenciais para a melhor qualidade possível; monitoramento não eliminava o risco de indisponibilidade. Com os anos, os canais incluíram SMS, WhatsApp e PagerDuty. Isso veio depois, não significa que tudo já era usado em 2000.

Dos incidentes às tendências. Registrar métricas permitiu olhar além de um alarme: como carga, latência e capacidade disponível mudavam? Grafana e Checkmk se juntaram depois. O objetivo continuou o mesmo: perceber deterioração cedo e entender para onde o sistema ia.

O princípio que ficou. Monitoramento não é só uma coleção de dashboards. Ele deve dar à equipe a chance de agir antes que alguém precise avisar que há um problema.

Referência histórica: anúncio do primeiro certificado público do Let’s Encrypt, em 2015.

  • Nagios
  • Zabbix
  • Grafana
  • Checkmk
OUTROS RESULTADOS
01 / DESEMPENHO · 2008

Tirar a entrega estática dos servidores web

Implantei a CDN Akamai para manter cerca de 90% dos objetos em cache perto dos usuários, reduzindo a pressão sobre os servidores físicos de origem.

~90% dos objetos em cache perto dos usuários
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O ponto de partida

Em 2008, a plataforma rodava em servidores web físicos atrás de um único balanceador. Não havia cache: requisições de conteúdo estático iam direto à origem. Como prestador de serviços meteorológicos, enfrentávamos variações extremas. Conforme o tempo e grandes eventos, alguns dias tinham cerca de 20 vezes o tráfego normal — um salto comparável ao da Black Friday no varejo. Precisávamos escalar para esses picos.

O gargalo

Em taxas altas de requisição, a capacidade disponível de sockets virava gargalo. O site podia parar de responder mesmo quando boa parte da demanda era por conteúdo que não precisava sair da origem repetidamente.

A mudança

Com Akamai, cerca de 90% dos objetos ficaram em cache perto dos usuários. Só aproximadamente 10% das requisições ainda chegavam à origem: uma redução de cerca de 90%. Esse alívio permitiu diminuir a quantidade de servidores web.

Mais margem para operar

Ganhamos outra forma de lidar com dias movimentados: aumentar a validade do cache para conteúdo adequado reduzia ainda mais a carga. Era preciso escolher onde isso era aceitável, não aplicar uma configuração única a tudo.

A lição: entregar conteúdo repetível perto do usuário e tratar a política de cache como ferramenta operacional, não só como ajuste de desempenho. Resumo de um projeto histórico; identificadores de infraestrutura e detalhes internos foram omitidos de propósito.

02 / MODERNIZAÇÃO

De servidores físicos ao VMware

Um storage que não atendia à latência planejada virou base para uma virtualização bem-sucedida — e mudou minha forma de pensar infraestrutura.

> €10,000 de economia mensal com racks
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Um projeto de que me orgulho especialmente

Como administrador de sistemas, eu podia mudar configuração e arquitetura, mas nem toda limitação de hardware se resolve com um patch. Tínhamos comprado um storage para criar um cache entre os servidores web e os sistemas de produção.

A prova de conceito não contava tudo

O sistema passou na prova de conceito, mas a latência sob carga real era alta demais para a função prevista. Um investimento de centenas de milhares de euros estava em risco. Precisávamos aceitar o fracasso e dar o dinheiro como perdido?

Outro uso para o mesmo investimento

Mudamos de direção. Em vez de abandonar o storage, usamos a estrutura para virtualizar os servidores físicos com VMware. O plano de cache não deu certo, mas o hardware ainda tinha valor numa arquitetura diferente.

Um revés virou resultado mensurável

A virtualização deu certo. Consolidar os servidores também economizou mais de €10 mil por mês em racks. Transformamos um investimento em risco numa plataforma com benefício operacional e financeiro claro.

Como isso me levou à AWS

Mesmo com o sucesso, ficou a vontade de ir além: criar e mudar infraestrutura dinamicamente, como software. Essa vontade continuou comigo e ajuda a explicar por que depois me apaixonei pela AWS.

03 / PROGRAMAÇÃO CRIATIVA

Fliperama no navegador

Quanto gastei em marcos alemães nesses jogos quando era criança? Não faço ideia. Hoje consigo criar minhas versões no navegador com o Codex.

2 jogos para jogar no navegador
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Uma pequena experiência

Queria descobrir se o Codex conseguiria recriar a sensação de um jogo no navegador a partir de algumas imagens e informações. A curiosidade virou o Fliperama no navegador: minhas versões de Snake e Galaga.

Da mesada à criação

Não sei quantos marcos alemães deixei nesses jogos quando era criança. Naquela época, pagava para jogar. Hoje posso ajudar a dar vida à minha própria versão — e isso ainda me faz sorrir.

A graça está em experimentar

São dois jogos para brincar com ideias. Uma lembrança de infância virou algo que posso construir, modificar e compartilhar.

Snake ↗ · Galaga ↗